CORONAVIRUS: o que é, causas, sintomas, tratamento e prevenção

 

 

O que é coronavírus?

 

O novo agente do coronavírus, chamado de novo coronavírus - nCoV-2019, foi descoberto no fim de dezembro de 2019 após ter casos registrados na China.

Detectado pela primeira vez na cidade chinesa de Wuhan, já infectou milhares de cidadãos chineses e se espalhou para vários outros países.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), são 14,5 mil casos registrados, o que mobilizou organismos internacionais e a comunidade científica na busca por respostas sobre prevenção, transmissão e tratamento desse novo tipo de coronavírus.

Podem causar doenças graves com impacto importante em termos de saúde pública, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave.

A infecção, que causa sintomas semelhantes a pneumonia, foi declarada uma emergência global pela Organização Mundial da Saúde. Ele já matou mais de 564 vidas e levou as autoridades chinesas a colocar em quarentena várias grandes cidades.

 

 

Como o coronavírus  é transmitido?

As investigações sobre transmissão do novo coronavírus ainda estão em andamento, mas a disseminação de pessoa para pessoa, ou seja, a contaminação por contato, está ocorrendo. É importante observar que a disseminação de pessoa para pessoa pode ocorrer de forma continuada.

Ainda não está claro com que facilidade o novo coronavírus se espalha de pessoa para pessoa.

 Apesar disso, a transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como:

  • gotículas de saliva;
  • espirro;
  • tosse;
  • catarro;
  • contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão;
  • contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

 O vírus pode ficar incubado por duas semanas, período em que os primeiros sintomas levam para aparecer desde a infecção.

Como é feito o diagnóstico do coronavírus ?

O diagnóstico do novo coronavírus é feito com a coleta de materiais respiratórios (aspiração de vias aéreas ou indução de escarro). É necessária a coleta de duas amostras na suspeita do coronavírus.

 As duas amostras serão encaminhadas com urgência para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen).

 Para confirmar a doença é necessário realizar exames de biologia molecular que detecte o RNA viral. O diagnóstico do novo coronavírus é feito com a coleta de amostra, que está indicada sempre que ocorrer a identificação de caso suspeito. 

 Os casos graves devem ser encaminhados a um Hospital de Referência para isolamento e tratamento. Os casos leves devem ser acompanhados pela Atenção Primária em Saúde (APS) e instituídas medidas de precaução domiciliar.

 

Qual é o tratamento do coronavírus ?

 

Não existe tratamento específico para infecções causadas por coronavírus humano. No caso do novo coronavírus é indicado repouso e consumo de bastante água, além de algumas medidas adotadas para aliviar os sintomas, conforme cada caso, como, por exemplo:

  • Uso de medicamento para dor e febre (antitérmicos e analgésicos).
  • Uso de humidificador no quarto ou tomar banho quente para auxiliar no alívio da dor de garanta e tosse.

 Assim que os primeiros sintomas surgirem, é fundamental procurar ajuda médica imediata para confirmar diagnóstico e iniciar o tratamento.

Quais são os sintomas do coronavírus ?

Os sinais e sintomas clínicos do novo coronavírus são principalmente respiratórios, semelhantes a um resfriado. Podem, também, causar infecção do trato respiratório inferior, como as pneumonias.

 Os principais sintomas são:

  • Febre.
  • Tosse.
  • Dificuldade para respirar.

Os coronavírus são comuns e geralmente causam condições respiratórias leves, como tosse ou coriza.

Mas alguns são mais graves - como o mortal Sars (Síndrome Respiratória Aguda Grave) e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers).

Esse surto - conhecido como novo coronavírus (nCoV) - é uma nova cepa ainda não identificada em humanos.

Parece começar com febre, seguida de tosse seca e, depois de uma semana, leva à falta de ar.

Porém, em casos mais graves, a infecção pode causar pneumonia, síndrome respiratória aguda grave, insuficiência renal e até morte.

Como se prevenir do coronavírus ?

 

 O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo coronavírus. Entre as medidas estão:

 

  • evitar contato próximo com pessoas que sofrem de infecções respiratórias agudas;
  • realizar lavagem frequente das mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente;
  • utilizar lenço descartável para higiene nasal;
  • cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;
  • evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
  • higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
  • não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
  • manter os ambientes bem ventilados;
  • evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas da doença;
  • evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.

 

Como é definido um caso suspeito do coronavírus?

 

Com a amplitude da região de risco, toda a China, pessoas vindas desta localidade nos últimos 14 dias e que apresentem febre e sintomas respiratórios podem ser considerados suspeitos.

Os casos suspeitos devem ser mantidos em isolamento enquanto houver sinais e sintomas clínicos. Casos descartados laboratorialmente, independente dos sintomas, podem ser retirados do isolamento.

 

Qual a diferença entre gripe e o coronavírus?

No início da doença, não existe diferença quanto aos sinais e sintomas de uma infecção pelo novo coronavírus em comparação com os demais vírus.

Por isso, é importante ficar atento às áreas de transmissão local. Apenas pessoas que tenham sintomas e tenham viajado para Wuhan são suspeitos da infecção pelo coronavírus.

 

Quais cuidados devo ter se for viajar para a China?

 

Com o aumento do nível de alerta pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para alto em relação ao risco global do novo coronavírus, o Ministério da Saúde orienta que viagens para a China devem ser realizadas apenas em casos de extrema necessidade. Essa recomendação vale até que o quadro todo esteja bem definido.

 

Quais são as orientações para portos e aeroportos?

 

Aumentar a sensibilidade na detecção de casos suspeitos de coronavírus de acordo com a definição de caso. Além disso, reforçar a orientação para notificação imediata de casos suspeitos nos terminais. Outra medida é a elaboração de avisos sonoros com recomendações sobre sinais, sintomas e cuidados básicos.

Também é importante intensificar procedimentos de limpeza e desinfecção e utilização de equipamentos de proteção individual (EPI), conforme os protocolos, sensibilizar as equipes dos postos médicos quanto à detecção de casos suspeitos e utilização de EPI e ficar atento para possíveis solicitações de listas de viajantes para investigação de contato. Foram reforçadas as orientações para notificação imediata de casos suspeitos do novo coronavírus nos pontos de entrada do país, além da intensificação da limpeza e desinfecção nos terminais, como prevê a Anvisa.

Existe alguma restrição internacional?

Com quase três mil casos confirmados, segundo o último boletim da OMS, do dia 27 de janeiro, todo o território chinês passa a ser considerado área de transmissão ativa da doença. Com isso, as pessoas vindas desta localidade nos últimos 14 dias e que apresentem febre e sintomas respiratórios podem ser consideradas casos suspeitos. 

Qualquer hospital pode receber esse paciente?

Os casos graves devem ser encaminhados a um Hospital de Referência estadual para isolamento e tratamento.

Os casos leves devem ser acompanhados pela Atenção Primária em Saúde e instituídas medidas de precaução domiciliar.

Por quanto tempo a doença pode ficar incubada?

A doença pode ficar incubada até duas semanas após o contato com o vírus.

 

Qual exame detecta essa doença?

Para detectar a doença é necessário realizar exames de biologia molecular que detecte o RNA viral.

 

Tive contato com pessoas que vieram da China recentemente? O que devo fazer?

    Desde o dia 28 de janeiro, pessoas vindas da China nos últimos 14 dias e que apresentarem febre e sintomas respiratórios podem          ser consideradas casos suspeitos. Tanto elas como as pessoas que tiveram contato devem procurar o serviço de saúde mais                  próximo.

  

 

Como o Brasil está se preparando para atuar em um possível caso do coronavírus ?

 

O Ministério da Saúde realiza monitoramento diário da situação junto à Organização Mundial da Saúde (OMS), que acompanha o assunto desde as primeiras notificações de casos em Wuhan, na China, no dia 31 de dezembro de 2019.

O Governo Federal brasileiro adotou diversas ações para o monitoramento e o aprimoramento da capacidade de atuação do país diante do episódio ocorrido na China.

O Ministério da Saúde também instalou o Centro de Operações de Emergência (COE) - coronavírus(nCoV-2019) que tem como objetivo preparar a rede pública de saúde para o atendimento de possíveis casos no Brasil.

 

Os casos foram principalmente na China

Milhares de casos confirmados foram registrados em toda a China, com a província central de Hubei a mais afetada.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) está alertando que é provável que o número de casos aumente ainda mais, e as autoridades chinesas introduziram várias medidas para tentar impedir a propagação do vírus.

 

A província de Hubei foi particularmente afetada

Mais de 13.000 casos foram registrados na província de Hubei - o centro do surto - que também registrou a maioria das mortes como resultado do vírus.

As restrições de viagens estão afetando pelo menos 20 milhões de pessoas em 10 cidades - incluindo a capital Wuhan, onde o vírus surgiu.

Suas origens estão ligadas à vida selvagem comercializada ilegalmente no mercado de frutos do mar da cidade, que vende animais vivos, incluindo morcegos, coelhos e marmotas. No entanto, a fonte exata do surto não foi identificada.

Wuhan - que tem uma população de 11 milhões de pessoas - entrou em confinamento, com autoridades suspendendo voos e serviços de trem dentro e fora da cidade. Autoridades locais disseram que ninguém da cidade havia deixado Wuhan em quatro dias.

 

 

 

O uso de máscaras pode impedir a propagação de vírus?

  • 23 de janeiro de 2020

O uso máscaras para prevenir infecções é popular em muitos países do mundo, principalmente na China durante o atual surto de coronavírus, onde também são usados ​​para proteger contra altos níveis de poluição.

Os virologistas são céticos sobre sua eficácia contra vírus transmitidos pelo ar.

Porém, existem evidências que sugerem que as máscaras podem ajudar a evitar transmissões mão-a-boca.

As máscaras cirúrgicas foram introduzidas nos hospitais pela primeira vez no final do século 18, mas não fizeram a transição para uso público até o surto de gripe espanhol em 1919, que matou mais de 50 milhões de pessoas.

David Carrington, da Universidade de Londres de St. George, disse à BBC News que "máscaras cirúrgicas de rotina para o público não são uma proteção eficaz contra vírus ou bactérias transportadas no ar", que era a forma como "a maioria dos vírus" era transmitida, porque eram solta demais, sem filtro de ar e deixando os olhos expostos.

Mas eles poderiam ajudar a diminuir o risco de contrair um vírus através do "respingo" de um espirro ou tosse e fornecer alguma proteção contra as transmissões mão-a-boca.

Um estudo de 2016 de New South Wales sugeriu que as pessoas tocavam o rosto cerca de 23 vezes por hora.

 

Uma das imagens permanentes de qualquer surto de vírus são as pessoas com máscaras cirúrgicas.

 

Jonathan Ball, professor de virologia molecular da Universidade de Nottingham, disse: "Em um estudo bem controlado em um ambiente hospitalar , a máscara facial foi tão boa em prevenir a infecção por influenza quanto um respirador específico".

Os respiradores, que tendem a apresentar um filtro de ar especializado, são projetados especificamente para proteger contra partículas transportadas pelo ar potencialmente perigosas.

"No entanto, quando você estuda a eficácia da população em geral, os dados são menos convincentes - é um grande desafio manter a máscara por períodos prolongados", acrescentou Ball.

O Dr. Connor Bamford, do Instituto Wellcome-Wolfson de Medicina Experimental, da Queen's University Belfast, disse que "implementar medidas simples de higiene" era muito mais eficaz.

"Cobrir a boca enquanto espirra, lavar as mãos e não colocar as mãos na boca antes de lavá-las, pode ajudar a limitar o risco de pegar qualquer vírus respiratório", disse ele.

O NHS diz que a melhor maneira de evitar a captura de vírus como a gripe é:

  • lave regularmente as mãos com água morna e sabão
  • evite tocar nos olhos e nariz sempre que possível
  • manter um estilo de vida saudável e em forma

O Dr. Jake Dunning, chefe de infecções emergentes e zoonoses da Public Health England, disse: "Embora exista uma percepção de que o uso de máscaras faciais possa ser benéfico, há de fato muito pouca evidência de benefício generalizado do uso fora desse ambiente clínico".

Ele disse que as máscaras tinham que ser usadas corretamente, trocadas com frequência e descartadas com segurança para que funcionassem corretamente.

"A pesquisa também mostra que a conformidade com esses comportamentos recomendados se reduz ao longo do tempo ao usar máscaras faciais por períodos prolongados", acrescentou.

É melhor que as pessoas se concentrem na boa higiene pessoal e das mãos, se estiverem preocupadas, disse Dunning.

 

Fontes:

https://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/coronavirus

https://www.bbc.com/news/health-51205344

 

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